MISSÃO

DA FRATERNAL

Para seguir o pensamento de B-P, os valores de cidadania contidos  na Lei do Escoteiro e no Compromisso de Honra deverão ser sempre vividos ao longo da vida e, principalmente, quando os adultos se integram na sociedade como cidadãos conscientes e responsáveis.

MISSÃO & HISTORIA.

O Escotismo juvenil - o das associações ligadas à Organização Mundial do Movimento Escotista - é uma parte muitíssimo importante, mas não é toda a “vida escotista”. O Escotismo não se esgota com a Partida do Caminheiro para a Vida, ou com o fim de uma carreira de dirigente escotista. O Escotismo juvenil é a fase inicial de uma “longa caminhada” que se prolonga pela idade adulta, onde frutificam os ensinamentos aprendidos e se devem pôr em prática os valores de cidadania cultivados pelo Escotismo. De que serve adquirir ideais e ser bom escoteiro, para depois viver a vida adulta como se o Escotismo fosse apenas “uma brincadeira para crianças”? Que valor dar à frase “uma vez escoteiro… sempre escoteiro”, da qual muitos nos orgulhamos?

Para seguir o pensamento de B-P, esses valores deverão ser sempre vividos ao longo da vida e, principalmente, quando os adultos se integram na sociedade como cidadãos conscientes e responsáveis. Seria uma pena que esses ideais se perdessem no contacto com o mundo adulto…

Esta é a fase para ser Escoteiro Adulto!

Como se conseguem manter esses valores? Fazer perdurar o espírito escotista, embora difícil, é absolutamente benéfico. Por isso, foi ideia de B.-P. a criação das associações de escoteiros adultos. Nestas associações de Escotismo Adulto e nos seus núcleos locais (Guildas), vivencia-se com naturalidade a troca de opiniões e experiências, a partilha de bem-fazer e servir o próximo, de aprofundar o sentido pessoal de ética moral e pública.

Desde que B.-P. idealizou o Escotismo, por todo o Mundo se têm constituído núcleos locais de escoteiros adultos - eventualmente junto a grupos de Escoteiros, mas sempre independentes daqueles - incorporando pais e outros familiares de escoteiros, e aqueles que, tendo crescido como escoteiros, o querem continuar a ser.

Aí se integram também as pessoas que não tiveram a oportunidade de praticar o "Grande Jogo" do Escotismo durante a juventude, e agora, como adultas, desejam aderir aos valores do Movimento Escotista.

Como se pode viver os ideais do Escotismo na idade adulta, mesmo quando não se teve a oportunidade de ser escoteiro quando jovem?

A resposta é o Escotismo Adulto - a oportunidade de viver responsavelmente os ideais do Escotismo, comprometendo-se voluntariamente a pô-los em prática, com o objetivo de prestar serviços à comunidade, de se desenvolver pessoalmente, enquanto cidadão útil, responsável e autónomo, solidário e socialmente empenhado.

 

MISSÃO / PRINCÍPIOS E VALORES / OBJETIVOS

A FRATERNAL tem por missão promover, apoiar e agir junto dos seus membros, encorajando-os a conservar sempre bem vivo o espírito do Compromisso de Honra e da Lei do Escoteiro e, num processo de contínuo desenvolvimento pessoal, ajudá-los a transmitir esse espírito nas comunidades em que vivem e trabalham, prestando serviço activo a essas comunidades, mobilizando-as e à sociedade em geral para:

a) A divulgação e apoio activo ao Escotismo, em especial à Associação dos Escoteiros de Portugal;

b) A promoção da paz e do bem-estar social, numa perspectiva de formação ao longo da vida e de educação para a cidadania;

c) A educação ambiental e protecção da natureza e dos cidadãos;

d) O estímulo ao empreendedorismo, criatividade e inovação;

e) A cultura, desporto e lazer;

f) A integração social, desenvolvimento comunitário e cooperação para o desenvolvimento ao nível internacional.

 

 

Princípios e Valores

A Lei do Escoteiro e o Compromisso de Honra traduzem os valores e os princípios do Escotismo, livremente assumidos pelos associados da FRATERNAL e têm a seguinte formulação:

Lei do Escoteiro:

O Escoteiro é verdadeiro e a sua palavra é sagrada;

O Escoteiro é leal;

O Escoteiro é prestável;

O Escoteiro é amigo de todos e irmão dos demais Escoteiros;

O Escoteiro é cortês;

O Escoteiro é respeitador e protector da Natureza;

O Escoteiro é responsável e disciplinado;

O Escoteiro é alegre e sorri perante as dificuldades;

O Escoteiro é económico, sóbrio e respeitador dos bens dos outros;

O Escoteiro é íntegro nos pensamentos, palavras e acções.

 

 

Compromisso de Honra:

Declaro ser da minha livre e espontânea vontade pertencer à Fraternal Escotista de Portugal (ou ao Núcleo de… da Fraternal Escotista de Portugal), pelo que:

Prometo pela minha Honra fazer o meu melhor por:

- Cumprir os meus deveres para com a minha Fé (ou outra alusão de natureza religiosa) e a Pátria;

- Auxiliar o próximo em todas as circunstâncias;

- Viver segundo a Lei do escoteiro, procurando manter e dignificar o Escotismo, cumprindo e fazendo cumprir os Estatutos e Regulamentos da

 

FRATERNAL.

- Ser um membro participativo da FRATERNAL, contribuindo para a realização dos seus objectivos e programas.

- Promover os valores do Movimento Escotista.

 

 

OBJETIVOS

SÃO 3 OS OBJECTIVOS QUE A FRATERNAL PRETENDE DOS SEUS ASSOCIADOS:

(idênticos aos da AISG/ISGF)

-O crescimento pessoal segundo os valores Escotistas (os valores estão contidos na Lei do Escoteiro e no Compromisso de Honra, que se completam ainda com a promoção da igualdade e tolerância, a responsabilidade e liberdade, a participação e cidadania activa, a construção da Paz e o desenvolvimento sustentável);

-O serviço às comunidades (tomando consciência da distribuição desigual da riqueza, da violência como forma preferencial de resolver conflitos, das diferenças culturais vistas como ameaças, do racismo, da discriminação sexual, do etnocentrismo, de condicionamentos que levam ao ódio, à exclusão e violação dos direitos humanos, mal nutrição e epidemias, do subdesenvolvimento e injustiça e ser capaz de fazer algo para alterar as coisas no seio das suas comunidades e a nível internacional);

 

- O apoio ao Movimento juvenil (Grupos de Escoteiros, Regiões e Serviços Centrais, desenvolvendo acções ou actividades sociais conjuntas, sempre que solicitado e em ligação com os seus dirigentes).

 

HISTÓRIA – Breves apontamentos

 

A FRATERNAL ESCOTISTA DE PORTUGAL com a alteração estatutária aprovada em Março de 2012, dá continuidade à ação da Fraternal dos Antigos Escoteiros de Portugal [FAEP], associação criada a onze de Março de mil novecentos e cinquenta, como um departamento da Associação dos Escoteiros de Portugal (AEP), com o objectivo de congregar os antigos Escoteiros dessa Associação, assumindo como seu, todo o passado histórico da sua antecessora.

 

O jornal “Sempre Pronto” fundado em 1945, teve um papel fundamental na criação da FAEP.

Encontra-se naquele jornal escotista (n.º 35 de março de 1948) a primeira referência documentada sobre a Fraternal.

 

A Sessão preparatória para criação da Fraternal, realizou-se na Sociedade de Geografia de Lisboa, em 19 de Novembro de 1949, para eleição da Comissão Organizadora.

Esta Sessão foi presidida pelo Comandante Álvaro de Melo Machado, fundador do Escotismo em Portugal, em Macau no ano de 1911, ficando a Comissão Organizadora constituída por:

Luís Grau Tovar de Lemos; Eng. José Maria Nobre Santos; Ernâni Roque; Eduardo Ribeiro; Eugénio Ribeiro Nunes; Fernando Baía dos Santos; Dr. Gonçalo Mesquitela, Carlos Mexia de Castro Paiva em representação da AEP e Ernesto Clímaco do Nascimento, em representação do Jornal “Sempre Pronto”.

 

Em 11 de Março de 1950, reuniu a primeira Assembleia-Geral, constitutiva da Fraternal, no Ateneu Comercial de Lisboa, tendo sido aprovados o Regulamento específico daquele departamento da AEP, e eleitos os Corpos Gerentes.

Foram, então, eleitos para a presidência, direcção e conselho fiscal:

Presidência: Comandante Álvaro Melo Machado, presidente; Rev. Eduardo Moreira 1.º vice-presidente; Dr. Francisco Cortez Pinto, 2.º vice-presidente; Dr. Leopoldo Figueiredo, 1º secretário; Prof. Dr. Délio Nobre Santos, 2º secretário.

Direcção: Dr. Alfredo Tovar de Lemos, presidente; Major Joaquim Duarte Borrego, vice-presidente; António Manuel Ribeiro, 1º secretário; Gastão Moura Florêncio, 2.º secretário; Sérgio Conde Ribeiro, tesoureiro; Antero Nobre, 1º vogal e Dr. Luís Teixeira, 2º vogal.

Conselho Fiscal: Albano da Silva, presidente; Joaquim Amâncio Salgueiro Júnior, secretário e Ernâni Roque, relator.

 

 A Fraternal em 1953 foi membro fundador da IFOFSAG (International Fellowship of Former Scouts and Guides) / AIDSEGA (Amitié Internationale de Scouts et Guides Anciens), associação que em 1996 mudou de nome para ISGF (International Scout and Guide Fellowship) / AISG (Amitié Internationale Scoute et Guide), – a Amizade Internacional de Escoteiros e Guias – uma associação para adultos, conforme sublinhado na sua Constituição.

As consequências desta alteração de nome são significativas, já que a palavra “antigos” desapareceu, o que também veio a acontece na nossa Fraternal, com a alteração dos estatutos em 2012.

 

Em 1990 a Fraternal organizou em Oeiras o 6.º Encontro do Mediterrâneo, que reuniu cerca de 300 antigos escoteiros, oriundos dos países mediterrânicos.

 

No início da década de 90 a Fraternal instituiu o prémio “Armando Inácio – Escotismo Exemplar”, galardão no valor de cem mil escudos, premiando a capacidade realizadora e criativa dos Grupos de escoteiros da AEP.

“Formar para agir melhor” – MUTIRÃO: Esquema de formação para caminheiros, foi a primeira actividade distinguida com o Prémio “Armando Inácio-Escotismo Exemplar”, no seu primeiro ano de realização.

“Viver com a Comunidade” O desafio de conhecer uma das mais tradicionais comunidades de pescadores – os da Nazaré – e a aventura de servir, foi a proposta de um conjunto de caminheiros do Clã dos Templários, que ganhou o Prémio no segundo ano.

 

Em 1 de fevereiro 1990, a Fraternal foi distinguida pela AEP com o Lis-de-Prata.

 

Em 1992 a Fraternal estabelece com a Associação de Antigas Guias (AAG), um Protocolo, para a criação do Comité Português de Amizade dos Antigos Escoteiros e Guias (AEG), entidade que passou a representar ambas as associações no âmbito internacional, a que se juntou em 2003 a Fraternidade de Nuno Álvares (FNA).

 

No âmbito daquele Comité, em 1998 a Fraternal e a AAG organizaram no Estoril a 3.ª Conferência Europeia da ISGF /AISG.

 

Em 2001 a Fraternal passou a ser uma associação com autonomia jurídica, continuando, no entanto, a manter ligação institucional com a AEP. Também em 2001 a AEP nomeou-a Fraternal sua Sócio Honorária.

 

Em 2010 a Fraternal, também no âmbito da AEG, organizou em Tavira o 13.º Encontro do Mediterrâneo.

 

O trabalho desenvolvido pela Fraternal no seio da ISGF/AISG, tem levado ao reconhecimento da acção dos seus dirigentes, quer na orientação daquele organismo, quer na produção de documentos definidores do seu percurso internacional.

Elementos da Fraternal foram, já por duas vezes, eleitos para fazerem parte do Comité Mundial da ISGF/AISG, a primeira em 1993, e a segunda, em 1996 e do Comité Europeu entre 2013-16.

 

A Fraternal estabeleceu em 2015 um Protocolo com a AEP, para a criação do Centro de Interpretação e de Documentação do Escotismo e Museu Escotista, já em funcionamento, e cuja continuidade e desenvolvimento constituem atualmente um dos principais projetos da Fraternal.

 

Em Fevereiro de 2017 a Fraternal, a AAG e a FNA formam a Federação dos Escoteiros e Guias Adultos de Portugal (FEGA), com o objectivo de: (1) representar, no plano internacional, as Associações Membro; (2) Interligar as ações das Associações Membro, de modo a promover e divulgar a imagem do Escotismo/Escutismo/Guidismo para adultos.(3) Ocupar-se dos assuntos que as Associações Membro considerem de utilidade mútua e oportunos para melhor realização dos seus fins.

 

A Fraternal publica de dois em dois meses o Boletim “O Companheiro”, com notícias e informações sobre o Movimento Escotista Adulto.

 

PARCEIROS.

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