História da AEP (1911-1919)

Estávamos em 1910: na noite de 3 para 4 de outubro, diversas forças militares sublevaram-se contra um regime que há muito era contestado e revelava sinais de desgaste. O conturbado final do séc. XIX anunciava uma mudança inevitável: a onda de agitação que esteve na origem da revolta republicana no Porto, a 31 de janeiro de 1891, marcou o percurso que, a prazo, pôs termo ao primeiro liberalismo português. A par da constante crise política e do generalizado mal-estar social, a crise económica e a derrocada financeira, compuseram um quadro de catástrofe. Na viragem de século, o rei D. Carlos ainda lutou pela sobrevivência da monarquia, mas a estratégia não foi a melhor e conduziu Portugal a uma ditadura não desejada e muito menos bem vista. Em 1908, o assassinato do rei deixou o seu filho mais novo, Manuel (com apenas 18 anos), com uma pesada herança: a coroa e um conjunto de problemas para resolver. O jovem rei procurou o apoio de todos os partidos monárquicos, mas ser-lhe-ia impossível travar a onda republicana: enquanto os republicanos se uniam, os partidos monárquicos dificilmente se entendiam e conspiravam ora contra o rei, ora contra os republicanos e o fim da Monarquia.

Foi assim que Portugal entrou em 1910. Sob a pressão decisiva da Carbonária e com o apoio da ala do Partido Republicano Português defensora do recurso às armas, os republicanos tomaram o poder em Lisboa. A proclamação da República foi feita das varandas da Câmara Municipal de Lisboa na manhã do dia 5 de outubro de 1910, no mesmo dia em que D. Manuel II e a família real partiram para o exílio.

Foi neste contexto de grandes mudanças e dificuldades político-económicas que nasceu o escotismo em Portugal.

As recolhas e recortes que hoje partilhamos dizem respeito aos primeiros anos do escotismo português e a alguns momentos perturbadores na vida da Associação de Escoteiros de Portugal.



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